quinta-feira, 24 de julho de 2014

pura ficção! #2

Era dia 16 de abril de 2009 e eu finalmente tinha ganho coragem para te dizer o que sentia. "Tu não me és indiferente". Pensei que, ao termos ambos 17 anos, encararíamos a situação de uma outra forma, que não aquela como reagiste.
Saíste porta fora e nunca mais quiseste falar comigo, mandavas recados por outras pessoas dizendo que as coisas podiam ser diferentes, que podíamos ter continuado amigos. Tinhas razão, podíamos. Mas tu não soubeste lidar com os meus sentimentos A coisa mais preciosa que eu tinha esteve nas tuas mãos e tu derrubaste-a no chão, como uma pedra pequena que te entrou no sapato.
Ver-te diariamente não era fácil, cruzar-me contigo fazia com que a minha respiração ficasse sem ritmo. Mas o que aconteceu a seguir, destruiu-me completamente. Tu contaste-lhe, contaste à unica pessoa do mundo a quem não podias. Ele não podia saber e tu sabias o porquê! Ele usaria tudo isso contra mim, não contra ti e por isso tu decidiste dizer-lhe. Ele não hesitou em usar os meus sentimentos como arma de arremesso e tu nada fizeste, limitaste-te a ficar sentado como se de um espetáculo se tratasse.
O tempo foi passando e olhar-te era cada vez mais doloroso, mais penoso e mais doentio. Eras uma doença instalada no meu peito, na minha mente, nos meus olhos, na minha boca, na minha vida. 
Mas eis que o que eu mais temia, simplesmente aconteceu. Apaixonaste-te por ela. Ela por ti. Um pelo outro. Amavas-la, dizias tu. Não me importei, deixei que passasse, iria passar. Porque independentemente de tudo, eu conhecia-te e tu não a amavas o suficiente para a agarrar por muito tempo. 
Meu dito e meu feito, três meses depois já não a amavas, amavas outra. E sabes essa outra, agora que não te vejo diariamente, vejo-a a ela. E ela ama-te, ama-te tanto quanto eu. Ama-te o suficiente para te fazer feliz. E tu amas-la, isso eu vejo. Não o demonstras, mas amas. Porque eu te conheço e sei!
E eu? Eu conheço os sentimentos que tenho por ti, conheço os desejos que quero realizar só contigo, tenho medo suficiente para não te esquecer e medo em sobra para o fazer. Vivo então no dilema de te querer ou esquecer. Mas eu? Eu amo-te, porra! 

14 comentários:

  1. ohh tão liiiindo :')
    r: foi como se te mudasse a vida por completo :s

    ResponderEliminar
  2. Adoro a forma como escreves.
    Segui*
    Bjinho :)

    ResponderEliminar
  3. ups, comentei este post e respondi ao teu comentário no post abaixo, sou mesmo tótó :p

    ResponderEliminar
  4. Surpreendi-me. Gostei da escrita e do conteúdo :)

    ResponderEliminar
  5. Gostei bastante!

    r: Também te adoro ahah
    Temos de ir lá as duas então, juntas =)
    Sim, roxas! *.*
    Vê se tu também o fazes ahah

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. r: Vamos nessa todas então!
      A novela tem mesmo tudo para dar certo!

      Eliminar
  6. r: sou tão pessimista, o meu namorado acha que eu entro que com a minha média mas eu ando tão mas tão péssimista :x

    ResponderEliminar
  7. espero que gostes da espreitadela ;)

    ResponderEliminar
  8. Um texto simples e sentido. Identifico-me em parte.

    Apenas faço uma correcção, o verbo ter é conjugado, geralmente, com o participio passado.

    ResponderEliminar
  9. :-)
    Já conhecia o teu blogue, mas não seguia, creio.
    E não sei se é por estar tablet, mas não vejo a opção seguir.

    ResponderEliminar
  10. ainda bem que gostaste a sério! em breve meto mais novidades :)

    ResponderEliminar