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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

cartas soltas #2


"Pode parecer estranho ser eu a escrever agora, mas acho que ainda ninguém se recompôs verdadeiramente para avançar com isto. Quando li isto, percebi que apesar de não ser a melhor pessoa, que apesar de não conhecer a M. tão bem quanto outras pessoas, a M. gostava de mim. Não por ser a irmã do J., não por ser a namorada do R., mas por ser eu, por ser a Mi., porque a verdade é que com a M. nós podíamos ser aquilo que realmente éramos, ela nunca nos apontou o dedo, nunca nos chamou a atenção por algo que disséssemos ou fizéssemos, porque ela sabia que nós éramos daquela forma… A Mia era sem dúvida uma menina de ouro…
Faz hoje 2 meses que ela se foi e contínuo sem acreditar que aquela luzinha que tanto brilhava desapareceu de uma forma tão brusca, tão inesperada, tão rápida...
Lembro-me bem daquela M. feliz que nunca nos deixava acreditar que era o fim… Acho que ela mesma acreditava que aquela maldita doença tinha terminado, que ela estava curada e que tinha terminado. Mas não, ela estava ali, pronta para atacar a qualquer momento e levar alguém tão especial como o M.


Ela irá ser sempre lembrada!"

domingo, 27 de julho de 2014

cartas soltas #1


"Olá, fala o R., hoje é dia 10 de Outubro de 2012. Decidi escrever só agora, pois só neste momento me senti capaz de pegar nisto, lê-lo e perceber, aos olhos da minha irmã, tudo aquilo que ela passou. Li coisas que não sabia, li coisas que já esperava encontrar e encontrei a minha irmã.
Ela sempre foi a menina cá de casa, quando era com o avô tinha toda a sua proteção, a mãe tratava-a como uma princesa, e para mim ela era muito. Três meses foi muito pouco tempo para saber aquilo que ela realmente era capaz, mas sei que ela era forte o suficiente para ter ultrapassado isto, não conseguiu e pergunto-me todos os dias, desde aquele dia infernal, porque não conseguiu.
Ela era sem dúvida a luz da casa, a alegria em pessoa, as noites que passei com ela no hospital foram sem dúvida as melhores… Todos os dias me lembro do seu olhar, da sua força, da sua coragem, da sua gargalhada, do seu lindo sorriso. Dói imenso saber que ela era capaz de muito mais.
Vai ser sempre lembrada como a M., como a princesa, como a verdadeira, como a minha irmã gémea!"

As cartas da rubrica "cartas à solta", fazem parte de uma história minha, do seu final.