"Pode parecer estranho ser eu a escrever agora, mas
acho que ainda ninguém se recompôs verdadeiramente para avançar com isto.
Quando li isto, percebi que apesar de não ser a melhor pessoa, que apesar de não
conhecer a M. tão bem quanto outras pessoas, a M. gostava de mim. Não por ser
a irmã do J., não por ser a namorada do R., mas por ser eu, por ser a
Mi., porque a verdade é que com a M. nós podíamos ser aquilo que realmente
éramos, ela nunca nos apontou o dedo, nunca nos chamou a atenção por algo que
disséssemos ou fizéssemos, porque ela sabia que nós éramos daquela forma… A Mia
era sem dúvida uma menina de ouro…
Faz hoje 2 meses que ela se foi e contínuo sem
acreditar que aquela luzinha que tanto brilhava desapareceu de uma forma tão
brusca, tão inesperada, tão rápida...
Lembro-me bem daquela M. feliz que nunca nos
deixava acreditar que era o fim… Acho que ela mesma acreditava que aquela
maldita doença tinha terminado, que ela estava curada e que tinha terminado.
Mas não, ela estava ali, pronta para atacar a qualquer momento e levar alguém
tão especial como o M.

