segunda-feira, 23 de março de 2015

atualização


Sei que vos devo horas de atenção, devo mesmo. Mas este mês não tem sido fácil, tenho trabalhado à hora de almoço e à hora de jantar e por isso muitas vezes não tenho tempo de vir a casa, pois tenho de fazer alguns recados ou até mesmo não tenho tempo suficiente para vir a casa. Ao fim do dia estou cansada e só quero é dormir. Esta semana que passou tive uma noitada, ou seja, trabalhei a noite inteira, praticamente 9 horas. Andei com o sono bastante em falta. Esta semana tenho três folgas e por isso vou dar o meu máximo aqui no meu cantinho.

Ontem estive com o Finn, adorei aquelas duas horas, adorei mesmo. Ele faz-me sentir bem apenas com um abraço. Não há amor, como lhe disse - uma coisa de cada vez. Vamos ver no que dá!
Na próxima sexta é o meu aniversário, convidei os meus amigos do secundário para o jantar e depois convidei o pessoal do McDonald's para virem ter connosco depois. Quero juntar os dois grupos, espero que isso não seja problema para nenhuma das partes.

quinta-feira, 19 de março de 2015

nostalgia, é o que é


Talvez achassem normal encontrar este tipo de post no blog da Nea e não no meu. Mas como sabem eu e a Nea vivemos relativamente perto uma da outra (mas não, ainda não nos conhecemos pessoalmente). Como tal as nossas cidades têm alguns, chamemos-lhes, rituais semelhantes e portanto eu também sei o que é o Campos de Trabalho.
Fui a cinco, nunca me arrependi! O melhor? O melhor foi a diversão a cada ano, o entusiasmo e as borboletas que se formavam na barriga na noite anterior àquele domingo especial em que nos enfiávamos nos autocarros à procura de descobertas, de nós mesmos, dos outros, do mundo e do espaço que estávamos prestes a habitar e a tornar nosso, só nosso.
Lembro-me do primeiro ano em que foram os nossos pais que nos foram levar e da sensação de nervosismo por estar tanto tempo longe dos meus pais, a minha inocência de 13 anos, que não sabia o que estava prestes a viver. Lembro-me de achar cada coisa algo magnífico, lembro-me de ter medo de falar em frente às outras pessoas, lembro-me de não saber como fazer certas coisas. Mas lembro-me também de adorar o meu quarto e de este ser o ponto de encontro de todas as raparigas do nosso ano, sendo que na última noite dormimos lá 8 pessoas, quando era suposto dormirem apenas 2.
Lembro-me do segundo ano em que a mala que levei era enorme, porque tinha medo de me faltar as coisas que me tinham faltado no ano anterior. Lembro-me de no segundo dia querer vir embora porque a casa estava cheia de morcegos e eu já não aguentava de sono por não conseguir dormir. Lembro-me de dormirmos três pessoas em duas camas de solteiro juntas. Lembro-me do quarto ser enorme e dormirem lá todas as raparigas que foram naquele ano.
Lembro-me de no terceiro ano me colocarem com mais treze raparigas no quarto, amigas e desconhecidas, mas me divertir ao máximo na mesma. De ter feito duas amigas excelentes, que fui perdendo contacto com o tempo, mas que naquela semana foram mais que companheiras de quarto, foram companheiras de brincadeiras, de momentos mortos, de lágrimas e alegrias. Lembro-me da dor que foi a noite de fogo quando tivemos de nos despedir da nossa amiga. 
Lembro-me de no quarto ano voltar a dividir uma divisão enorme com todas as raparigas do campos, de dormir na primeira cama do quarto, mesmo à beira da porta e por isso ser a pessoa que alertava caso entrassem rapazes. Lembro-me de acordar às 5 da manhã para irmos ver o pessoal da casa a ordenhar as vacas. Lembro-me da paisagem magnífica que aquele espaço tinha para nos oferecer. Lembro-me da Belinha, a menina que tem os sonhos e os realiza sem medo. Lembro-me da serenata que os rapazes nos fizeram na última noite.
Lembro-me do quinto ano. Do último ano de campos. Do quarto de quatro pessoas e de eu e as minhas amigas o termos feito para nove, em que três pessoas dividiam 2 camas, mas em que a amizade prevaleceu acima de tudo. Lembro de dividir o quarto com a Taci e com a Alana e ter ficado demasiado afastada da Joyce. Lembro-me da carta da Joyce na manhã do silêncio, e de ter chorado na mesa do pequeno almoço. Lembro-me de no fim estar feliz por ter aproveitado ao máximo o meu último campos, de me ter divertido, feito amigos e saído de lá feliz.

De todos eles, levo as cartas, levo as risadas, levo as noites de fogo, levo as lágrimas, levo os abraços, levo as juras e as promessas de guardarmos para sempre os ensinamentos que só ali conseguiríamos adquirir. Ficam as saudades dos momentos de alegria, das noites de fogo, das noite do peddy paper, das noites de travestis, das partidas durante a noite, de acordar toda riscada e com pasta de dentes, da ansiedade de mais uma semana para nunca esquecer, do nervosismos antes de pegar na caneta e no papel no deserto. Do deixar a mente e o corpo serem levados para outro mundo, durante a noite de fogo, e de no dia seguinte sentir-me leve e bem comigo própria. Tenho saudades do campos, vou sempre ter. 

domingo, 15 de março de 2015

isto é só o cansaço a falar mais alto


Estaria a mentir se dissesse que é, apenas, o tempo que me está a impedir de cá vir mais regularmente. Não é o tempo. É o cansaço, é a falta de assunto, é a falta de vontade e, depois sim, a falta de tempo. As coisas no trabalho estão bem, com momentos altos e momentos baixos, com momentos de tristeza e momentos de alegria, com brincadeiras e birras.
Estou cansada de trabalhar tanto e de mesmo assim ao fim do mês não ver a recompensa ser correspondente ao cansaço. Estou cansada de ser maçarica e de todos acharem que sei fazer menos que os outros e aproveitarem-se disso para me usar como meio de fazer aquilo que eles deviam fazer. Mas acima de tudo, estou cansada de ter que engolir tudo isto e fazer de conta que não é nada, andar com um sorriso nos lábios e ter de ouvir os clientes dizerem aos filhos "Estuda, filho, estuda para um dia não teres de vir trabalhar para aqui como estes meninos.". Porque até pode ser o pior trabalho do mundo, mas é um trabalho tão ou mais digno do que muitos outros, em que os senhores e as senhoras usam os fatos de marcas que nem o nome sei pronunciar e que andam de pasta debaixo do ombro.
Com tudo isto, decidi tirar, praticamente todos os dias, uma hora só para mim, em que saio de casa e vou caminhar por aí, mesmo estando cansada, com sono ou com pouca vontade para o fazer, faço-o. Faço-o porque me faz bem, mentalmente e fisicamente. Faço-o porque preciso. Faço-o porque se não o fizer penso que vou explodir!