sexta-feira, 9 de maio de 2014

emigrantes no meu coração

Porque no verão de 2013 lhe mostrei este filme e ele disse que éramos nós!
Hoje passei o dia todo a lembrar-me dos meus tios e primo que estão emigrados em França.
Tenho mais tios que vejo muito menos vezes do que estes, mas estes são especiais, são os meus tios de eleição e o meu primo que eu amo como um irmão. Ele tem 8 anos e a nossa diferença de idades não se nota quando estamos juntos, sou tão criança quanto ele. Amo-os mesmo muito e custa-me saber que eles só vão voltar daqui a 3 meses, não é justo. Não é!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

fui sentido e ouvindo #4

“Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio.” 
Clarice Lispector



Sou uma imensidão de sentimentos, guardados num coração sem dono e pronto a ser amado!

Roxy

sexta-feira, 2 de maio de 2014

25 de abril


Eu sei que já passou uma semana, mas hoje venho aqui deixar-vos um texto que ouvi nesse dia, sobre a Guerra Colonial, e que me arrepiou!

"Era fácil morrer
Nas ex-colónias era fácil morrer. Estava-se vivo, morria-se. Havia acidentes de caça, acidentes no mato, acidentes de trabalho, acidentes rodoviários, acidentes. Cortavam-se dedos e saravam-se a seguir, lavados com água fria. Se não saravam, amputava-se o braço ou morria-se de septicemia. Era fácil.A vida de um preto valia o preço da sua utilidade. A vida de um branco valia mais, muito mais, não que valesse grande coisa.
Sabíamos tanto sobre o que faziam os tropas como sobre a política do país. Nada. Sabíamos nada. 
Era preciso defender a nossa terra, por isso é que vinham os soldados de Portugal. Também havia soldados pretos. Esses, faziam-nos comandos, para irem à frente e morrer primeiro.
Precisamos de tempo para compreender. Para matar. Para poder olhá-los de novo na cara. Com amor. Com o mesmo amor.Para perdoar."


Roque Santeiro

O texto é incrivelmente lindo e transmite grande mensagem, principalmente este excerto, podem ver o texto todo aqui. A mim assusta-me mesmo muito aquilo que o Homem, o ser humano é capaz de fazer ao seu igual, por dinheiro, por vingança, por raiva. Assusta-me imenso!