terça-feira, 29 de abril de 2014

a saudade tamanha...


Eu sei que é cliché, mas esta música faz-me chorar, todas as vezes que a ouço. Sim, só a ouvi pela primeira vez no programa "The Voice Portugal", mas nesse dia já me fez chorar, pelo seu significado, pelas palavras que canta e que tanto me batalharam na cabeça nessa noite.
"Para os braços da minha mãe" só me faz pensar no quanto me vai custar deixar os meus pais se um dia for necessário partir; a vida não está fácil e saber que a possibilidade de ir para o estrangeiro para conseguir um trabalho é cada vez maior. Deixar os meus pais, a minha irmã, os meus animais, o meu país vai me custar mais do que qualquer outra coisa nesta vida. Quero acreditar que ainda falta muito para esse momento ou que simplesmente não vai acontecer. E vou acreditar até ao último segundo, até sobrevoar Portugal e perdê-lo de vista! E nesse dia vou cantar "Cheguei ao fundo da estrada... Não sei que força me mantém... A saudade tamanha e o verão nunca mais vem. Quero ir para casa... quero voltar para os braços da minha mãe"!

sábado, 26 de abril de 2014

factos sobre a minha pessoa #5


Estão a ver aqui esta boneca linda, com uma cor de pele perfeita, uns olhos azuis, muito azuis, um cabelo loiro gigante e os dentes perfeitos? Esta linda boneca nunca cativou a minha atenção. Porquê? Em pequena arrancava-lhe a cabeça e cortava o cabelo; agora considero-a a pequena e inofensiva boneca, um modelo estereotipado da beleza feminina; acompanhada pelo seu Ken, que tem o mesmo significado para os homens.
Eu sei que já criaram imensas bonecas que abrangem muitas faixas etárias, sociais e de beleza; mas a verdade é que foram precisos mais de 40 anos para que essa mudança começasse a ser feita e a verdade é que, por todo o mundo, vemos imensas raparigas modificar o seu corpo para ficarem como a Barbie.

Peço desculpa, mas eu não consigo gostar da boneca.
E vocês, o que acham dela? Conte-me tudo e não me escondam nada! 

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segunda-feira, 21 de abril de 2014

dois meses e uma vida


Ando tão carente, tão frágil, tão sei lá como... Do nada choro, de pequenas coisas que vejo na televisão as lágrimas vêm-me  aos olhos e escorrem-me pela cara sem o mínimo impedimento. Eu não era assim, mas a vida, as circunstâncias da vida, levam-nos a mudar e esta etapa da minha vida tem sido mesmo complicada.
As notas em si, não podia pedir melhor, relativamente ao meu esforço. Mas isso é o menos. O que me leva a estar da forma como estou e ando são imensas coisas mas a principal é fácil de entender - estou a acabar o 12º ano. E que mais isso significa do que o fim de uma longa caminhada?
Pois é, faltam dois meses para que a grande fase da minha vida se feche definitivamente. Não, não pretendo ir para a universidade. Não é por não querer, porque sempre o quis, sempre foi um grande sonho. Mas simplesmente não posso pedir mais aos meus pais, que tanto esforço fizeram para que eu  fizesse o 12º ano.
Faltam dois meses para que o capítulo ou o livro de imensas amizades se fechem de vez e não mais se abram. Amizades de 3, de 8 e 12 anos terminem. E é isso que me custa mais: saber que daqui a dois meses não terei ninguém, fisicamente, com quem falar.  Porque se em duas semanas de férias a única vez que recebi uma mensagem de alguém que eu considero uma amiga foi porque publiquei uma foto no instagram que lhe deixou com dúvidas. É, infelizmente, é este o ponto em que a maior parte das minhas amizades se encontram. Eu desisti de procurar pelas pessoas, porque percebi que eu já não lhes faço falta. Não vale a pena.
E faltam também dois meses para que outra etapa da minha vida comece - tenho de começar a procurar trabalho; a deixar partir aqueles que não merecem ter-me nas suas vidas ou que eu não os mereça na minha; ver gente que não merece, mesmo, entrar na universidade e tirar um curso só porque os pais têm dinheiro e vão poder esbanjá-lo em tudo o que quiserem; e começam as responsabilidades como a carta de condução, o meu carro, o meu dinheiro e tudo mais.


No meio de tudo isto, o que me custa mesmo é saber que 12 dos meus 18 anos de vida pouco ou nada vão servir para o meu futuro. Infelizmente este é o estado em que o nosso país se encontra e eu sou mais uma no meio de milhares de jovens com o mesmo ou pior problema. Mas se há coisa que eu aprendi neste último ano é que não podemos, não devemos, não temos, de nos deixar abater por isto, temos uma vida pela frente, muitas batalhas para combater, muitos medos por enfrentar, muitos filhos da mãe para nos importunar, muito trabalho para conseguirmos chegar aos nossos objetivos. Vamos sempre ter. Mas não podemos, em circunstância alguma, baixar os braços.

Eu sei que comecei este texto de outra forma, mas eu precisava de desabafar e de ao mesmo tempo vos mostrar, de certa forma, que independentemente da fácil ou difícil caminhada que tenhamos feito para chegar até aqui, que ainda há muito a fazer e que temos de erguer a cabeça e continuar em frente!